Manchas na pele: o que pode ser e quando deve me preocupar?

14 de abril de 2022

As manchas na pele são alterações da cor habitual da pele, que vão desde sardas e pintas irregulares, causadas por diversos fatores e surgindo em diferentes partes do corpo.

Elas podem indicar rosácea, melasma, câncer de pele e diversas outras condições dermatológicas.

Se você identificou alguma marca na pele e ficou incomodada com ela, neste artigo falaremos sobre os tipos de manchas e quando você deve se preocupar.

Acompanhe!

 

Principais causas de manchas na pele

O nosso maior órgão do corpo geralmente possui uma coloração heterogênea. No entanto, algumas áreas apresentam células ricas em melanina, responsável pela pigmentação da pele, resultando em manchas.

Com exceção das de nascença, as manchas podem surgir por vários fatores. O mais conhecido é a exposição solar , que acaba por estimular as células a produzir mais melanina e, consequentemente, tornarem a área mais escura. 

Porém, como em qualquer órgão, a pele também dá sinais de que algo não vai bem .

Além do câncer de pele , que segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) representa 33% dos casos da doença no país, existem outras situações que resultam no aparecimento de manchas. São algumas delas:

 

  • Acne;
  • Alergias/Dermatite;
  • Ação de hormônios;
  • Machucados, queimaduras e hematomas;
  • Reações à produtos;
  • Micoses;
  • Atrito.

 

Você sabia que o constante estado de alerta e tensão também influencia na nossa pele? Conheça os efeitos do estresse na pele clicando aqui.

 

Tipos de manchas na pele

1. Nevos

São popularmente conhecidas como pintas , os nevos são manchas de formato variado, podendo ser salientes ou não

Manchas na pele: nevos

Tipos de manchas na pele: nevos

Relativamente comuns, normalmente surgem durante a adolescência , nas regiões do corpo expostas ao sol , mas podem surgir desde a infância e continuar a se desenvolver conforme o paciente envelhece.

Geralmente, os nevos são característica natural do corpo do paciente. Entretanto, eles devem ser avaliação e acompanhados e, caso apresentem alterações no tamanho, saliência e tonalidade , é recomendado que o paciente busque ajuda dermatológica para um diagnóstico preciso, pois as alterações podem indicar o desenvolvimento de um melanoma , um tumor grave.

2. Melasma

É mais comum no rosto , são manchas escuras na pele que podem ocorrer em outras áreas expostas ao sol, como braços e colo.

Manchas na pele: melasma

Melasma

Sendo mais comum em mulheres dos 20 aos 50 anos , n ão há uma única causa definida para o melasma, mas sabe-se que ele está relacionado à:

  • Alterações hormonais (como a gravidez, os contraceptivos orais ou a terapêutica hormonal de substituição);
  • Exposição solar;
  • Fatores genéticos;
  • Medicamentos e cosméticos;
  • Deficiência de Zinco.

 

O tratamento do melasma pode ser feito por meio de cremes clareadores, laser, peeling químico ou microagulhamento , sempre orientados pelo dermatologista.

 

3. Rosácea

A rosácea é uma condição dermatológica caracterizada por uma inflamação crônica da pele do rosto . Esse é um quadro comum em pessoas com o tom de pele claro, na faixa etária dos 30 aos 50 anos de idade.

Manchas na pele: rosácea

Rosácea

A principal característica da rosácea é a vermelhidão no rosto que se apresenta com maior força em regiões como o nariz e as bochechas , podendo se expandir também para pontos como o queixo e a testa.

Diversos fatores estão envolvidos no aparecimento da rosácea. Os principais são: 

 

  • Predisposição genética;
  • Hiper-reatividade vascular;
  • Reação inflamatória exagerada a microrganismos;
  • Alterações emocionais e hormonais;
  • Mudanças bruscas de temperatura;
  • Exposição solar sem proteção;
  • Uso de medicamentos vasodilatadores ou fotossensibilizantes. 

 

Veja também:

 

 

A rosácea não tem cura e o tratamento serve para controlar a doença , impedindo que a irritação da pele aumente. 

Além do tratamento indicado pelo dermatologista, por ser extremamente sensível, a pele com rosácea necessita de dermocosméticos suaves e hidratantes para ajudar a recuperar a barreira cutânea.

 

Leia também:

 

4. Leucodermias ou acromias

Conhecida popularmente como sarda branca , são manchas esbranquiçadas nas áreas expostas ao sol.

Manchas na pele: Leucodermias ou acromias

Leucodermias ou acromias

As manchas brancas são causadas pela diminuição ou ausência de melanina , comuns também em casos de psoríase, hanseníase, vitiligo, micoses e líquens.

Por isso, quando surge uma mancha na pele deve-se observar o seu tamanho e onde está localizada . Caso existam outros sintomas como coceira, pele seca ou descamação da pele, deve-se marcar uma consulta dermatológica para identificar a causa correta, e então iniciar o tratamento mais apropriado.

 

5. Melanoses ou manchas senis

Popularmente conhecidas como “manchas senis”, as melanoses solares são manchas marrons escuras e arredondadas que surgem com o passar dos anos devido a excessiva exposição ao sol sem proteção.

Manchas na pele: melanoses

Melanoses ou manchas senis

 

Essas manchas são mais frequentes no rosto, dorso das mãos e dos bra ços, colo e ombros , variando de milímetros a alguns centímetros de diâmetro.

 

Como o dano solar é cumulativo, as manchas costumam surgir após o s 40 anos de idade . No entanto, elas também podem aparecer em pessoas mais jovens e o ideal é a prevenção através do uso de filtro solar.  

 

Além disso, é importante o diagnóstico preciso para excluir a possibilidade de serem manchas de natureza maligna

O tratamento das melanoses pode ser feito com cauterização química, a criocirurgia, os peelings químicos e o uso da luz intensa pulsada .

 

6. Melanoma

O melanoma tem aparência de uma pinta com tons acastanhados ou enegrecidos , mas pode também aparecer como uma pinta rósea avermelhada ou até mesmo à semelhança da cor da pele. 

Manchas na pele: melonoma

Melanoma

Ele é o tipo de câncer de pele menos frequente, representando apenas 3% dos cânceres de pele no Brasil, porém o mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase .

Os fatores de risco são:

  • Exposição prolongada e repetida ao sol, sem proteção adequada.
  • Exposição a câmaras de bronzeamento artificial;
  • Ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.

 

Além disso, pessoas com a pele clara, cabelos loiros ou ruivos e olhos claros apresentam risco maior de ter melanoma.

O melanoma pode aparecer em qualquer área do corpo e o prognóstico desse tipo de câncer é considerado bom se detectado em sua fase inicial. 

Se você notar alguma mancha ou machucado neste padrão, consulte imediatamente o dermatologista.

Leia também:



Efeitos do estresse na pele:
saiba quais são e descubra como evitar ou tratar!

Cuidados com a pele é na Art Beauty Center

A saúde da pele vai além dos cuidados estéticos. Cada mancha tem uma característica específica e algumas podem ser indício de doenças sérias. Então na dúvida, procure o dermatologista e nunca deixe de usar protetor solar , mesmo em dias nublados. 

Na Art Beauty Center , temos o compromisso de unir beleza à saúde, mantendo um espaço que acolhe aqueles que querem alcançar a melhor versão de si com segurança. Se você quer se cuidar com profissionais altamente capacitados, a Art Beauty Center é o seu lugar!

Agende hoje mesmo uma avaliação  com um dos nossos especialistas e não deixe a saúde da sua pele para depois:

 

 

Leia mais:

 

 

VEJA OUTROS ARTIGOS DO Blog


Confira outros artigos que selecionamos para você!

26 de agosto de 2026
A longevidade não começa quando os primeiros sinais do envelhecimento aparecem. Ela começa muito antes, na compreensão dos fatores que podem influenciar a trajetória de saúde de cada pessoa. Nesse contexto, o teste genético pode acrescentar uma camada de informação que exames laboratoriais, histórico clínico e avaliação física, isoladamente, não conseguem oferecer: a identificação de variantes do DNA associadas a determinadas características biológicas e predisposições. Isso não significa prever exatamente quais doenças uma pessoa terá, nem estabelecer quantos anos ela viverá. Predisposição genética não é destino biológico. O valor da informação genética está em ajudar a compreender diferenças individuais de risco e, quando existe evidência científica e aplicabilidade clínica, integrá-las a uma estratégia mais ampla de prevenção, acompanhamento e medicina personalizada. A própria evolução da medicina de precisão aponta nessa direção. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde reconheceu formalmente a medicina de precisão como uma oportunidade para transformar descobertas científicas em cuidados mais individualizados e orientados por dados, ao mesmo tempo em que chama atenção para questões como validade clínica, privacidade, equidade e governança das informações genéticas. O que é um teste genético? O teste genético é uma análise do DNA realizada para identificar variantes genéticas que podem estar relacionadas a características individuais, doenças hereditárias, resposta a medicamentos ou predisposição a determinadas condições de saúde. Dependendo do exame e de sua finalidade, a análise pode envolver genes específicos, painéis genéticos ou conjuntos muito maiores de variantes. O resultado precisa ser interpretado dentro do contexto clínico: genética é uma parte da informação sobre o paciente, e não uma explicação isolada sobre sua saúde. Por que o DNA passou a ocupar um espaço maior na medicina da longevidade? Durante décadas, grande parte da prevenção foi construída predominantemente a partir de fatores populacionais: idade, sexo, pressão arterial, colesterol, peso, histórico familiar, hábitos e resultados de exames. Esses elementos continuam essenciais. A genômica acrescentou outra pergunta à prática clínica: pessoas aparentemente semelhantes apresentam o mesmo risco biológico? Nem sempre. Estudos de associação genômica identificaram milhares de variantes relacionadas a características e doenças complexas, incluindo condições cardiometabólicas, alguns cânceres e doenças neurológicas. Isso permitiu desenvolver instrumentos como os polygenic risk scores (PRS), ou escores de risco poligênico, que combinam o efeito de múltiplas variantes para estimar predisposições. É uma mudança relevante porque algumas dessas informações podem existir antes da manifestação clínica de uma doença . A medicina da longevidade, portanto, não utiliza o DNA como uma espécie de previsão do futuro. A proposta mais consistente é outra: combinar informação genética, histórico individual, biomarcadores, estilo de vida e acompanhamento longitudinal para construir uma leitura mais completa da saúde. Em longevidade, conhecer uma predisposição genética pode ser relevante não porque determina o futuro, mas porque pode acrescentar informação à maneira como determinados riscos são acompanhados ao longo da vida. O que um mapeamento genético pode revelar? Essa resposta depende fundamentalmente do tipo de teste realizado. “Teste genético” é uma expressão abrangente. Um painel para doenças hereditárias, uma análise farmacogenética e um teste destinado à avaliação de variantes associadas a doenças multifatoriais respondem a perguntas diferentes. Por isso, interpretar todos os exames genéticos como se entregassem um “mapa completo da saúde” é uma simplificação. Entre as aplicações da genômica investigadas ou utilizadas na medicina estão a identificação de variantes relacionadas a doenças monogênicas, avaliação de susceptibilidade genética a determinadas condições complexas, farmacogenômica e estratificação de risco. Os escores poligênicos, por exemplo, vêm sendo estudados como instrumentos complementares para identificar pessoas com maior risco de algumas doenças comuns. Uma revisão publicada na Nature Reviews Genetics destaca seu potencial incremental na predição de risco e na prevenção personalizada, mas também ressalta limitações importantes, como precisão ainda variável e diferenças de desempenho entre populações. Essa distinção é essencial para uma medicina baseada em evidências: nem toda associação genética descoberta em pesquisa está pronta para orientar uma decisão clínica. DNA, epigenética e estilo de vida são informações diferentes Uma das confusões mais frequentes ao falar sobre longevidade é tratar genética e epigenética como sinônimos. Não são. O DNA contém a sequência genética herdada de uma pessoa. A epigenética envolve mecanismos capazes de regular a atividade dos genes sem necessariamente modificar essa sequência. Esses processos interagem com desenvolvimento, envelhecimento e diferentes exposições ambientais. Isso ajuda a explicar por que possuir determinada predisposição genética não significa necessariamente desenvolver a condição correspondente. Alimentação, atividade física, tabagismo, exposição ambiental, sono, composição corporal, doenças existentes, idade e outros fatores participam de uma rede biológica complexa. É justamente nessa interação entre genoma, fenótipo, ambiente e comportamento que a medicina personalizada ganha significado. O teste genético pode fornecer uma informação relativamente estável sobre o indivíduo. Já o estado metabólico, inflamatório, hormonal e fisiológico é dinâmico e precisa ser avaliado por outros métodos. O teste genético não substitui exames clínicos Esse ponto é especialmente importante para evitar uma interpretação excessiva do mapeamento genético. Uma variante associada ao metabolismo lipídico, por exemplo, não substitui a avaliação laboratorial do colesterol. Uma predisposição relacionada a determinada doença não equivale ao diagnóstico dessa doença. Na prática, essas informações ocupam papéis diferentes. A tabela abaixo ajuda a compreender como diferentes dimensões podem contribuir para uma avaliação individualizada:
24 de agosto de 2026
Ter 40 anos no calendário não significa, necessariamente, ter um organismo que envelheceu como o de todas as outras pessoas de 40 anos. A idade cronológica registra o tempo transcorrido desde o nascimento. A idade biológica , por outro lado, procura estimar como células, tecidos, órgãos e sistemas estão envelhecendo a partir de características fisiológicas e biomarcadores. Essa diferença ajuda a explicar algo que a medicina observa há muito tempo: pessoas da mesma idade podem apresentar condições metabólicas, cardiovasculares, funcionais e inflamatórias bastante distintas. Hoje, novas ferramentas de avaliação tentam transformar essa heterogeneidade em informação mensurável. O tema ganhou espaço com o avanço da medicina da longevidade e da saúde de precisão. Mas existe uma distinção importante: conhecer a idade biológica não significa descobrir uma espécie de “idade verdadeira” escondida no organismo . A ciência ainda não dispõe de um padrão-ouro universal para medi-la. O valor clínico está, sobretudo, em compreender melhor a trajetória individual de envelhecimento e integrá-la a outros dados de saúde. No Art Beauty Center, essa perspectiva dialoga com uma abordagem que considera saúde, bem-estar e envelhecimento como processos individualizados. A questão relevante deixa de ser apenas “quantos anos você tem?” e passa a incluir uma pergunta mais ampla: como o seu organismo está atravessando esses anos? O que é idade biológica? Idade biológica é uma estimativa do estado de envelhecimento do organismo baseada em características biológicas, fisiológicas, funcionais ou moleculares. Diferentemente da idade cronológica, ela pode variar entre pessoas nascidas no mesmo ano e até entre diferentes órgãos de um mesmo indivíduo. Em termos simples, a idade cronológica mede tempo . A biológica tenta medir como esse tempo foi biologicamente vivido . Por que duas pessoas da mesma idade podem envelhecer de maneiras tão diferentes? O envelhecimento humano não ocorre de forma linear nem uniforme. É resultado da interação entre genética, ambiente, metabolismo, estilo de vida, doenças, exposições acumuladas e diferentes mecanismos celulares. Essa heterogeneidade é tão relevante que estudos atuais já investigam não apenas uma idade biológica global, mas o envelhecimento de órgãos, tecidos e tipos celulares específicos. Uma revisão publicada na Nature Medicine em 2026 destaca que diferentes “relógios biológicos” podem acompanhar trajetórias distintas de envelhecimento e, potencialmente, ajudar na identificação de risco e em estratégias de prevenção. Imagine duas mulheres de 48 anos. Ambas têm exatamente a mesma idade cronológica. Uma apresenta boa composição corporal, adequada saúde metabólica, prática regular de atividade física e parâmetros cardiovasculares favoráveis. A outra apresenta resistência à insulina, inflamação persistente, baixa massa muscular e alterações cardiometabólicas. No calendário, a diferença entre elas é zero. Biologicamente, a história pode ser bastante diferente. É justamente essa limitação da idade cronológica que tornou os biomarcadores do envelhecimento um dos campos mais estudados da gerociência contemporânea. Como a idade biológica é avaliada? Não existe atualmente um único exame capaz de estabelecer, de maneira universal e definitiva, a idade biológica de uma pessoa. Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou 56 estudos e encontrou diferentes métodos estatísticos, conjuntos de biomarcadores e modelos para realizar essa estimativa, concluindo que ainda não há consenso sobre um padrão-ouro .  Isso muda a maneira correta de interpretar o conceito. Um resultado como “sua idade biológica é 43 anos” não deve ser compreendido isoladamente como diagnóstico. Ele depende do método utilizado, dos biomarcadores incluídos, da população na qual aquele modelo foi desenvolvido e de sua validação. Hoje, a pesquisa utiliza diferentes caminhos. Biomarcadores clínicos e metabólicos Exames relativamente conhecidos podem carregar informações relevantes sobre envelhecimento quando avaliados conjuntamente. Marcadores relacionados a metabolismo, glicemia, lipídios, função renal, inflamação, pressão arterial e outros sistemas podem integrar algoritmos capazes de estimar desgaste fisiológico. Modelos como Klemera-Doubal Biological Age e PhenoAge estão entre as abordagens estudadas nessa área. Um dado brasileiro é particularmente interessante. Pesquisadores utilizaram informações de 12.109 participantes do ELSA-Brasil para calcular idade biológica a partir de biomarcadores clínicos. Após acompanhamento mediano de 9,1 anos, uma idade biológica mais elevada em relação à cronológica esteve associada a maior mortalidade por causas naturais, independentemente da idade registrada no calendário. Isso não transforma a idade biológica em previsão individual de longevidade. Mostra, entretanto, que determinados modelos conseguem capturar informações fisiológicas que a idade cronológica, isoladamente, não revela. Relógios epigenéticos Entre as tecnologias mais conhecidas estão os chamados relógios epigenéticos , desenvolvidos a partir de padrões de metilação do DNA. A metilação envolve modificações químicas associadas à regulação da atividade dos genes. Como alguns desses padrões se modificam com o envelhecimento, modelos computacionais conseguem utilizá-los para construir estimativas relacionadas à idade. Os modelos evoluíram consideravelmente. Alguns foram desenvolvidos para estimar idade cronológica; outros procuram capturar mortalidade, risco de doenças ou velocidade do envelhecimento. Apesar do potencial, uma revisão da Nature Reviews Genetics chama atenção para desafios de interpretação, heterogeneidade entre tipos celulares e limitações computacionais que ainda precisam ser resolvidos. Em outras palavras: relógios epigenéticos são ferramentas científicas promissoras, mas seus resultados precisam ser contextualizados. Proteômica, metabolômica e outros relógios biológicos A pesquisa avançou além do DNA. Hoje existem modelos baseados em proteínas circulantes, metabólitos, sistema imune, microbiota, glicanos, neuroimagem e até parâmetros relacionados ao envelhecimento cutâneo. A proteômica, por exemplo, analisa conjuntos de proteínas e vem sendo estudada para construir relógios capazes de caracterizar o envelhecimento fisiológico. Uma revisão publicada em 2026 aponta potencial para aplicações preventivas, mas também diferenças importantes entre plataformas, populações estudadas e estratégias de modelagem. O caminho mais consistente, portanto, parece menos relacionado à procura por um marcador perfeito e mais à integração de múltiplas dimensões do organismo. Idade cronológica e idade biológica não são medidas concorrentes É tentador interpretar a idade biológica como uma substituição da cronológica. Clinicamente, essa leitura é limitada. A idade cronológica continua sendo extremamente relevante para epidemiologia, rastreamentos, interpretação de risco e decisões médicas. A idade biológica acrescenta outra camada: procura representar diferenças fisiológicas existentes entre indivíduos com o mesmo número de anos de vida. A comparação ajuda a organizar o conceito:
21 de agosto de 2026
Entenda o que é medicina da longevidade e como genética, idade biológica, biomarcadores e prevenção contribuem para um envelhecimento mais saudável.
VER TODOS OS ARTIGOS